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Gosto quando me subestimam. Não pelo pouco caso em si, mas pela potencialidade de surpreender. Subestimar provoca. Desafia nosso ego. Faz com que nos esforcemos mais para provar que estavam enganados e somos muito melhores do que se imaginava. Desperta um instinto de superação e pró-atividade muito mais construtivos que um elogio.Os especialistas em motivação organizacional que me perdoem. Tudo bem que um elogio inspira mais que uma crítica, mas não há nada que se compare com a subestimação. É só lembrar das apostas, dos desafios. Faz parte da pedagogia de muitos pais, inclusive, usar um “duvido” para convencer a criança a tomar uma atitude, como simplesmente terminar um prato de comida. Logo se percebe a malandragem e não se cai mais nessa, mas aquela fórmula desafiadora fica impressa em algum lugar da nossa memória e vira e mexe vem à tona. No trabalho, na educação, num relacionamento ou no fim dele. .........Talvez o elogio que realmente tenha valor seja o recebido depois de ser subestimado. Esse sim, vem como para coroar um esforço que não foi em vão. Não nos diz que já está bom assim, mas que valeu a pena. Deixo o meu conselho: Quero mais e mais ser cada vêz mais subestimado.

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