segunda-feira, 28 de abril de 2008

Reclama de sucatas nas ruas do Brasil ....Para servir de consolo veja o transporte coletivo e os veículos da Cidade do México....

O México é um país famoso pela sua dupla moral, os seus dois pesos e duas medidas. No setor dos transportes, o que mais chama a atenção é o zêlo (ou o pseudo-zêlo) pelo meio-ambiente. Aqui todos os carros são obrigados a fazer revisão de gases semestrais depois dos dois anos de idade, e quando não aprovados, são obrigados a não circular uma ou duas vezes por semana.Se por um lado isso é salutar, já que estimula a que a frota se aproxime dos dois anos de idade, e ao mesmo tempo mostra o rigor de obrigar as revisões semestrais, por outro lado não deixa de ser uma piada, visto que nas revisões o único que se revisa são as emissões. Nada de pneu careca, nada de lanterna queimada (ou mesmo ausente), nada de para-brisa estilhaçado, nada disso.Como dentro de todo rigor há a tolerância, um carro que não cumpra com nenhum dos requisitos, pode circular sim, por três dias úteis por semana, e todo o fim de semana. Ou seja, uma piada. Com isso há uma enorme pressão por parte das autoridades policiais em fazer valer a lei para os carros novos (e uma boa forma de multar ou achacar) e ninguém presta atenção aos carros velhos, principalmente porque daquele mato não sai cachorro (nem suborno).Mas voltando ao tema principal, por não haver qualquer controle em termos de segurança, vemos nas ruas umas sucatas ambulantes, uns micro-onibus com mais de 20 anos de idade, sem luzes, sem sinaleiras, com parabrisas e janelas estilhaçadas, e uns dementes ao volante. Não tem uma só semana que eu não veja um desses chocado contra um poste ou muro, seja por falta de freios, seja porque o eixo quebrou, ou mesmo o idiota que estava ao volante perdeu o controle.Na Cidade do México, salvo pelo metrô, o metrobus e o troleibus, inexiste sistema público de transporte. Quando digo inexiste, estou falando de faroeste, terra de Marlboro. É segunda sem lei mesmo. Os ditos veículos circulam como querem, te fecham e azar o seu se baterem contra o seu carro, mesmo quando vendidos na sucata, não pagam nem a tinta.Muitos dizem que a razão porque os governos não se manifestam para colocar ordem nesse caos é porque perderiam votos e eliminariam empregos de gente trabalhadora. Mas eu me pergunto: e a gente trabalhadora que anda para cima e para baixo nessas porcarias, arriscando as suas vidas (quando não as dos pedestres e dos outros condutores)?Aqui assim como no Brasil, o que falta mesmo é vergonha na cara dos políticos! As liberdades só são legítimas quando não colocam vidas em risco!

Morrer de Dengue no Brasil " é uma vergonha"

Foram registrados 536.519 casos da dengue em 2007, um aumento de 200 mil casos em relação a 2006, de acordo com balanço consolidado de janeiro a novembro deste ano divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde. Apesar da magnitude do número, o virologista Hermann Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz, diz não se preocupar tanto com a estatística de contaminação, mas sim com o dado de que 136 pessoas morreram no País em 2007 da doença. "Haver dengue no País não é o pior problema. A vergonha é ter gente morrendo de dengue", afirma. Para Schatzmayr, líder da equipe que pela primeira vez isolou o vírus da dengue no Brasil, em 1986, o grande problema reside no fato de que os diagnósticos muitas vezes são deficientes. "A dengue é uma doença que, na sua forma hemorrágica, mata muito rápido. Por essa razão, é preciso aprimorar os diagnósticos, que levarão a um melhor tratamento", aponta Schatzmayr, ele mesmo já vitimado duas vezes pela doença. A preocupação do especialista é corroborada pelos números. Com as 136 mortes neste ano por causa da dengue, o Brasil atingiu uma taxa de mortalidade pela doença superior até àquela registrada em 2002, ano do maior pico epidêmico da doença no Brasil. Em 2007, a taxa ficou em 10,7%, quase o dobro daquela verificada em 2002, de 5,5%. O único alento é que, em 2002, ocorreram mais óbitos - 150 contra 136. O virologista ainda afirma que, pela falta de diagnósticos mais completos, o tratamento de pacientes de dengue acaba sendo incorreto. "Muitas vezes, o médico não sabe, não tem equipamentos, e acha que se trata de uma gripe mais forte. Daí, receita algum remédio e manda o paciente embora", diz. Embora o diagnóstico mais confiável da doença seja o laboratorial, feito por meio de exames de sangue, muitas vezes, o resultado pode sair depois de a pessoa estar curada. Por isso, aumenta a importância do diagnóstico clínico, feito pelos exames médicos assim que o paciente apresenta os sintomas iniciais da doença (febre alta, dor de cabeça e no corpo). Para Schatzmayr, o ideal é que o médico esteja qualificado para, no exame, excluir a possibilidade de outras doenças e adotar o tratamento mais adequado. Tome cuidado e pense nisto, Afinal ,quem não esta sujeito a uma "Picadura" de mosquito.