Por que duvidar de Paula Oliveira, a advogada que denunciou ter sido torturada por tres neo-nazistas na Suiça?
Não há motivo, garantem vários colegas da Faculdade de Direito, no Recife, que escrevem ao blogue, para solidarizar-se com ela, como se pode ler em notas anteriores.
O problema é que há uma investigação em curso e, até agora nada do que Paula Oliveira alegou em seu depoimento pode se demonstrado.
O pai não consegue encontrar os exames que poderiam dar esclarecimentos sobre a gravidez. Uma saída seria ouvir a médica que atendeu a filha, vítima de uma gravidez de risco.
Impossível. Descobre-se agora que nem seu nome pode ser fornecido à polícia porque é uma imigrante de origem portuguesa, vive em situação irregular no país — e poderia prejudicar-se.
O noivo de Paula, que prestou depoimento a polícia, só fala alemão. O pai, que só fala inglês, conversou com ele. Os dois se encontraram antes que o noivo deixasse a casa onde reside, para mudar-se para a companhia de parentes.
A conversa poderia ter sido mais produtiva se ambos tivessem o auxílio de um intérprete. Mas, embora estivessem nas cercanias de Zurique, não se usou os serviços de um profissional com essa especialização, que poderia ter ajudado a familia a esclarecer diversos detalhes sobre a vida de Paula nos últimos dias.
Num diálogo precário, o pai da advogada soube que ela andava com receio de ser agredida por militantes neo-nazistas.
A Suiça registrou um aumento de 30% nos ataques de natureza racista entre 2006 e 2007. Um partido que eecebeu 29% dos votos nas últimas eleições faz campanhas discriminatórias contra estrangeiros, sugerindo, em cartazes, que devem ser expulsos acoices.
Não se trata, portanto, de uma terra especialmente simpática em relação a estrangeiros.
Mas a história é mais complicada. Como se sabe desde que a polícia disse que Paula não estava grávida no dia em que disse ter sofrido o ataque, alguém está mentindo.
PASSO O PONTO
Há 6 anos
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